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BENELÍVIO NANCASSA PEDE RETIRADA DA UTILIDADE PÚBLICA À FFGB E PROPÕE COMISSÃO DE GESTÃO

Antigo candidato à liderança da instituição gestora do futebol nacional alerta o Governo para a gravidade do atual impasse no futebol da Guiné-Bissau

O comentador desportivo Benelívio Nancassa Insali e igualmente ex-candidato à liderança Federação de Futebol defendeu, esta sexta-feira (27-03), em Bissau, a retirada do estatuto de utilidade pública à esta entidade, alegando que a atual crise no seio do futebol nacional atingiu níveis preocupantes.

Falando em conferência de imprensa sobre a situação atual do futebol guineense, Benelívio Nancassa considerou que a mais recente comunicação pública da direção da FFGB veio agravar ainda mais o ambiente de instabilidade no setor.

Segundo o comentador, na última conferência de imprensa da Federação, o presidente da instituição, Caíto Teixeira, afirmou estar a ser alvo de perseguições, incluindo alegadas ameaças de morte, uma situação que, para Nancassa Insali, demonstra de forma indireta a falta de condições para continuar à frente do futebol nacional.

A crise no futebol da Guiné-Bissau não é de hoje, embora seja uma situação que muitas pessoas acompanham à distância. No entanto, agravou-se na última conferência de imprensa realizada pela Federação de Futebol, na qual o seu responsável máximo alegou perseguições até à morte. Isso demonstra que ele não tem condições para continuar à testa do futebol nacional“, afirmou.

Perante este cenário, Benelívio Nancassa apelou ao Governo para intervir e avançar com a retirada do estatuto de utilidade pública da instituição que tutela o futebol no país.

Faltam dois anos para o fim do mandato, mas ele já demonstrou indisponibilidade. Esta pode ser uma oportunidade para o Governo solicitar uma carta formal de demissão e, ao mesmo tempo, retirar a utilidade pública à Federação, para depois criar uma comissão de gestão que assegure o restante período do mandato“, defendeu.

O comentador acrescentou ainda que, o estatuto de utilidade pública deve estar associado à capacidade de trabalho e de resposta institucional, sublinhando que, quando essa capacidade deixa de existir, o mesmo estatuto deve ser revisto.

Importa salientar que, o futebol nacional atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos tempos, marcado por polémicas, acusações de desvio de fundos e suspeitas de corrupção no seio da estrutura federativa.

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