FFGB

JUSTINO SÁ DEFENDE A EXTENSÃO DA INVESTIGAÇÃO NO CASO DOS 83 MILHÕES AOS MAGISTRADOS

Dirigente exorta o Procurador-Geral da República a investigar os magistrados que inicialmente arquivaram o processo relacionado com o alegado desvio de fundos na Federação de Futebol

O presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Liga de Clubes, da ala liderada por Dembo Sissé, acusou alguns magistrados do Ministério Público de serem cúmplices no alegado desvio de fundos da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), processo em que os principais dirigentes da instituição se encontram atualmente sob medidas restritivas.

Em conferência de imprensa promovida na última quinta-feira (11-06), pelo grupo de dirigentes e jogadores, exigindo a demissão de Caíto Teixeira na liderança da Federação de Futebol. Na ocasião, Justino Sá afirmou que existem pessoas que, apesar de estarem ao serviço da justiça, não estão a contribuir para a sua afirmação e credibilidade no país.

“Quero pedir ao Procurador-Geral da República que estenda a investigação deste caso dos 83 milhões de francos CFA alegadamente desviados pela Federação sob a liderança de Caíto Teixeira. Como se pode imaginar, alguns magistrados arquivaram um processo desta natureza e, por isso, também devem ser investigados por terem contribuído para o arrastamento deste processo até hoje”, defendeu.

Segundo Justino Sá, a decisão do Ministério Público de reabrir o processo demonstra claramente que o seu arquivamento inicial foi feito de ânimo “leve”, razão pela qual considera que os magistrados envolvidos devem igualmente ser responsabilizados.

Além disso, o dirigente apelou ao Ministério da Juventude, Cultura e Desportos, através da ministra, para que assuma as suas responsabilidades em relação à atual direção da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, assegurando que a mesma perdeu legitimidade para continuar em funções face às limitações impostas pelo Ministério Público.

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