FFGB

OBRIGATORIEDADE DE PERMANÊNCIA AO CAÍTO TEIXEIRA APÓS AUDIÇÃO NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau foi ouvido durante mais de quatro horas no Ministério Público

O presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Teixeira, foi ouvido esta quarta-feira (13-05), no Ministério Público, no âmbito de um alegado caso de corrupção relacionado com a gestão da instituição que tutela o futebol nacional.

A audição enquadra-se num processo inicialmente arquivado, mas posteriormente reaberto, relacionado com o fretamento de um avião para assegurar a deslocação, ida e volta, da seleção de São Tomé e Príncipe, numa operação avaliada em cerca de 183 milhões de francos CFA.

Segundo informações apuradas pela redação do Portal Desportivo FUT 245, o processo foi retomado após solicitações da Interpol e da Polícia Judiciária, entidades que consideram existirem indícios e provas de alegados atos de corrupção no seio da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, liderada por Caíto Teixeira.

A audição durou pouco mais de quatro horas e meia. No final, Rivaldo Cá, um dos vice-presidentes da Federação de Futebol e também advogado do dirigente federativo, afirmou aos jornalistas desconhecer qualquer medida aplicada ao presidente da FFGB, mostrando-se confiante numa decisão favorável ao seu constituinte.

O nosso constituinte foi ouvido no quadro de um processo que todos conhecem. Não há nenhuma novidade sobre o que aconteceu aqui. O presidente da federação prestou os seus esclarecimentos enquanto líder desta instituição e estamos confiantes. Tudo continua ainda em segredo de justiça“, começou por explicar.

Questionado sobre a eventual decisão tomada pelos magistrados responsáveis pelo processo, Rivaldo Cá afirmou não ter qualquer informação sobre medidas de coação aplicadas a Caíto Teixeira.

Desconheço e não tenho conhecimento sobre qualquer decisão. Não tenho nenhuma informação sobre qualquer medida de coação”, declarou o advogado.

Entretanto, o Portal FUT 245 soube, através de uma fonte ligada ao processo, que o Ministério Público aplicou uma medida de coação a Caíto Teixeira, segundo a qual deverá, no prazo de 24 horas, entregar o seu passaporte, ficando igualmente impedido de sair do território nacional.

Refira-se que, o processo aguarda o relatório final da audição do presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau sobre o alegado desvio de fundos na instituição gestora do futebol nacional.

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