CONFLITO ENTRE LIGA DE CLUBES E FEDERAÇÃO DE FUTEBOL ESTÁ LONGE DO FIM

Comissão tenta reconciliação, mas clubes prometem avançar com assembleia-geral extraordinária
O impasse entre a Liga Guineense dos Clubes de Futebol e a Federação de Futebol da Guiné-Bissau continua sem solução à vista. Os clubes nacionais mantêm-se firmes na decisão de avançar com um novo processo eleitoral.
A Comissão de Governança, Auditoria e Conformidade da FFGB, recorde-se que, rejeitou recentemente a reeleição de Dembo Sissé à frente da Liga, alegando irregularidades no processo eleitoral realizado a 30 de agosto.
Entre as falhas apontadas por essa instância, estão a ausência da lista formal de candidatura de Dembo Sissé e a incompatibilidade de funções de alguns membros da direção por ele liderada.
A decisão da Comissão foi reforçada pelo Comitê Executivo da Federação de Futebol, que, em reunião extraordinária, deliberou pelo cumprimento integral das recomendações do órgão de governança.
A mesma posição, foi também partilhada por 23 clubes subscritores, que exigem que a Liga de Clubes respeite as recomendações da instância independente da instituição reitora do futebol nacional.
No mês passado, o Governo guineense, através do Ministério dos Desportos, reuniu-se com representantes da Federação, da Liga e dos clubes da primeira e segunda divisão, tendo decidido criar uma comissão negocial com a missão de promover o diálogo e a reconciliação entre as partes.
Contudo, o FUT 245 soube que a tarefa parece difícil de concretizar, já que uma das partes envolvidas manifestou claramente não estar disposta a recuar da sua posição.
De acordo com informações apuradas pela redação do Portal Desportivo FUT 245, o grupo de 23 clubes subscritores deverá realizar uma assembleia-geral extraordinária nesta terça-feira (11-11), numa das unidades hoteleiras de Bissau.
A reunião deverá definir os próximos passos da Liga de Clubes, podendo abrir um novo braço de “ferro” com a atual direção, que insiste em defender a legalidade do processo eleitoral que reconduziu Dembo Sissé ao cargo.
Braima Sadjó



