GABÚ EM ALERTA: ADMINISTRADOR ACUSA PRESIDENTE DO CLUBE DE FALTA DE TRANSPARÊNCIA

Mutaro Culibali defende uma gestão inclusiva e alerta que o clube pertence aos sócios e à comunidade, e não ao seu presidente
O Clube Desportivo e Recreativo de Gabú atravessa um momento de tensão interna, marcado por divergências em torno do projeto de remodelação do Campo Leandro Vaz e de algumas decisões que, segundo a Administração, terão sido tomadas unilateralmente pela direção do clube.
Em conferência de imprensa realizada esta quinta-feira (02-10), o administrador do setor de Gabú, Mutaro Culibali, esclareceu a sua ausência no ato de lançamento da primeira pedra das obras do estádio e garantiu que não tem nada contra clube ou ao seu presidente.
Segundo o governante, a Administração do Setor defende uma gestão participativa e uma liderança inclusiva, mas não pode apoiar iniciativas que, na sua opinião, não respeitem os procedimentos legais e os estatutos da instituição.
“O nosso objetivo, enquanto Administração do Setor de Gabú, é promover uma gestão participativa e inclusiva. Não participámos no último ato de lançamento porque a direção do clube não cumpriu os procedimentos legais. Enquanto Estado, não podemos apoiar a ilegalidade”, justificou Mutaro Culibali.
Na mesma ocasião, o administrador deixou um alerta ao presidente do clube, sublinhando que o cargo não lhe confere poderes absolutos sobre a instituição.
“Deve ficar claro para o presidente que ele não é dono do clube, ao ponto de fazer o que quiser e quando quiser. Este clube é propriedade dos sócios e da comunidade. Não podemos apoiar ou legitimar atos ilegais que não respeitam os estatutos e os regulamentos do clube”, afirmou.
Culibali questionou ainda a intenção do presidente do clube de mudar o nome do Campo Leandro Vaz, defendendo que uma decisão dessa natureza deve seguir os procedimentos previstos nos estatutos e passar pelas estruturas competentes.
De acordo com o administrador, qualquer alteração da designação do recinto deve ser primeiro submetida à apreciação da Assembleia-Geral do clube e, posteriormente, seguir os trâmites junto das autoridades locais.
Refere-se que, a divergência surge dias depois de presidente do Desportivo de Gabú, Amadu Uri Djaló, ter presidido ao ato de lançamento da primeira pedra para a construção da arquibancada do Campo Leandro Vaz e para a instalação do relvado sintético.
Iniciativa essa, que tem sido contestada pela Administração do Setor de Gabú, que questiona os procedimentos tomados pela direção do clube para a concretização do projeto.



