PRESIDENTE DO SNJ-GB LAMENTA A SITUAÇÃO ATUAL DOS JOGADORES E CULPABILIZA OS CLUBES

Líder da organização defensora dos atletas responsabiliza os clubes e pede a intervenção urgente do Governo
O presidente do Sindicato Nacional dos Jogadores de Futebol da Guiné-Bissau, lamentou a situação que considera “preocupante” dos jogadores no país e responsabilizou os dirigentes dos clubes pela falta de políticas capazes de garantir melhores condições e segurança aos atletas no exercício da sua profissão.
Segundo o líder sindical, a maioria dos jogadores guineenses atua sem salário, dependendo apenas dos prémios de jogo, que variam entre cinco mil e dez mil francos CFA por cada vitória. Para Alfa Umaro Djaló, esta situação não responde aos esforços e sacrifícios diários dos atletas.
Durante uma conferência de imprensa promovida esta sexta-feira (12-06), o dirigente afirmou ainda que o futebol guineense dificilmente alcançará o desenvolvimento desejado enquanto os jogadores continuarem a ser ignorados pelos dirigentes desportivos e pelas autoridades responsáveis.
“Os jogadores estão a atuar em condições desumanas e sem qualquer proteção. Como é possível imaginar um jogador de futebol a disputar toda uma época sem salário, atuando apenas pelo amor e pela paixão pelo futebol? Eles têm necessidades como qualquer outra pessoa, mas não conseguem satisfazê-las com dignidade“, afirmou.
Alfa Umaro Djaló, considerou ainda “inacreditável” que, em pleno século XXI, os jogadores dependam exclusivamente de prémios de jogo que variam entre cinco mil e dez mil francos CFA por vitória, responsabilizando diretamente os presidentes dos clubes pela situação.
Perante este cenário, o presidente do SNJ-GB apelou à intervenção urgente do Governo e das entidades competentes para a criação de mecanismos que garantam melhores condições de trabalho, proteção social e remuneração digna aos jogadores, defendendo que o desenvolvimento do futebol nacional passa necessariamente pela valorização dos principais protagonistas.
Djaló aproveitou a ocasião para lamentar o aumento dos casos de violência no futebol nacional, sublinhando que, em várias situações, jogadores foram vítimas de agressões em diferentes campos do país. O dirigente alertou para a necessidade urgente de reforçar as medidas de segurança para garantir uma melhor proteção de todos os intervenientes.



