GRUPO DE DIRIGENTES VOLTA A EXIGIR A SAÍDA IMEDIATA DE CAÍTO DA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL

Dirigentes questionam a legitimidade de Caíto para continuar na liderança da Federação, devido às restrições judiciais que enfrenta e ao processo em curso no Ministério Público
Um grupo de dirigentes e jogadores voltou a exigir publicamente a saída imediata do presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Teixeira, bem como de toda a sua direção.
Segundo o grupo, a atual liderança da FFGB já não reúne condições para continuar à frente do organismo que tutela o futebol nacional, devido às limitações impostas pelo Ministério Público e às suspeitas de alegadas práticas de corrupção que envolve o próprio presidente dessa instituição.
A posição foi tornada pública esta quinta-feira (11-06), numa conferência de imprensa convocada para analisar a atual situação do futebol guineense e reagir às recentes declarações de Caíto Teixeira, as quais acusou alguns dirigentes de tentarem denegrir a sua imagem e afirmou que apenas deixará o cargo através da realização de novas eleições.
Durante o encontro com os jornalistas, o porta-voz do grupo, Saibana Baldé, defendeu a necessidade de uma mudança urgente na liderança federativa, alegando que o futebol nacional está a ser prejudicado pela atual situação.
“Exigimos que Caíto Teixeira e toda a sua estrutura abandonem a liderança da Federação. Não podemos ter um presidente com limitações judiciais que o impedem de sair do país para participar em reuniões e atividades internacionais. Ele não tem condições para continuar no cargo e, por isso, pedimos a sua saída imediata”, afirmou Saibana Baldé.
O dirigente questionou ainda os trabalhos de limpeza realizados no terreno destinado à construção do futuro centro de estágio da seleção nacional. Segundo Saibana, a Federação terá desembolsado cerca de 10 milhões de francos CFA para financiar o trabalho.
“Estamos em plena época das chuvas. Por que razão a Federação decidiu avançar com trabalhos de limpeza num espaço onde nem sequer foi anunciada a data de início das obras. É evidente que as obras dificilmente arrancarão este ano. Então, por que motivo foram retirados cerca de 10 milhões de francos CFA dos cofres da Federação para este trabalho?“, questionou.
Saibana Baldé apelou igualmente ao Governo, através da ministra do Desporto, para que assuma as suas responsabilidades e que afaste Caíto Teixeira da presidência da FFGB.
Segundo o porta-voz, a permanência do dirigente no cargo poderá ser interpretada como uma falta de ação das autoridades perante as denúncias e suspeitas que envolvem a gestão da Federação.
“O Governo deve agir. Caíto Teixeira já não reúne condições para continuar à frente da Federação. Caso contrário, ficará o entendimento de que as autoridades estão a fechar os olhos perante situações graves que afetam o futebol nacional“, concluiu.



