FORMAÇÃO

RUI LOPES LAMENTA AUSÊNCIA DAS PROVAS DE BASE E CLAMA PELA SALVAGUARDA DOS DJURTUS

Técnico afirma que o sucesso de qualquer seleção do mundo depende das bases de formação

O técnico de futebol Rui Amadu Lopes (Rui Costa), que recentemente deixou o comando técnico do FC Cuntum, lamentou a ausência, há vários anos, das competições de formação no país e alertou que a seleção principal poderá, nos próximos tempos, enfrentar dificuldades em encontrar jogadores à altura.

Atento ao futebol da Guiné-Bissau, o jovem treinador revelou que, em qualquer parte do mundo, as seleções principais são sustentadas pelas bases de formação, algo que, na sua opinião, não acontece no país, onde há muitos anos o futebol tem sido praticado sem provas de formação, tanto na categoria masculina como feminina.

Falando aos jornalistas no final do torneio “Elvis CUP”, Rui Amadu Lopes chamou a atenção para o perigo que esta situação poderá trazer para o futebol nacional no futuro.

Não podemos descrever o perigo que a ausência das provas de formação poderá trazer para o nosso futebol, principalmente para as nossas seleções seniores. O sucesso de qualquer seleção do mundo depende da formação. Se quisermos estar ao nível de outros países, temos de apostar nas bases como alicerce“, afirmou.

Rui Lopes, acrescentou ainda que a Guiné-Bissau se diferencia de outros países que trabalham diariamente para o crescimento e valorização desta modalidade desportiva, lamentando que, no país, as atenções estão voltadas apenas para o futebol sénior.

O antigo futebolista defendeu também que competir com grandes seleções africanas como Senegal, Costa do Marfim e Egito exige uma organização sólida desde as bases, sublinhando a necessidade da realização regular de competições nas camadas de formação.

Estamos num país em que, quando a seleção joga, todos querem assumir protagonismo. Porém, pouca das vezes olhamos para o essencial, que é o crescimento do futebol nacional. E, quando as coisas correm mal, ninguém assume responsabilidades“, criticou.

Perante os jornalistas, Rui Amadu Lopes alertou ainda que o futebol sénior também corre o risco de perder a sua identidade, devido à fuga de talentos futebolístico que tem aumentado nos últimos tempos.

No entendimento do técnico, muitos jovens têm deixado o país rumo aos países da sub-região e até à Europa, não necessariamente para jogar futebol, mas em busca de melhores condições de vida.

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