JUSTINO SÁ -“RESPONSÁVEL PELO BLOQUEIO DO NOSSO FUTEBOL CHAMA-SE CAÍTO TEIXEIRA”

Dirigente acusa presidente da Federação de Futebol de minar o futebol nacional
O presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Liga de Clubes, liderada por Dembo Sissé, acusou o presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Pereira (Caíto Teixeira), de ser o principal responsável pela atual crise do futebol nacional.
Em conferência de imprensa realizada na última terça-feira (16-12), Justino Sá afirmou que Caíto tem procurado instrumentalizar o futebol guineense, assumindo um controlo sobre algumas instituições futebolísticas do país.
Segundo o dirigente, nem a Liga de Clubes, nem a Federação de Futebol, tampouco o futebol guineense pertence a uma única pessoa, pelo que nega qualquer tentativa de apropriação ou domínio pessoal das estruturas do futebol nacional.
“O responsável pelo estado atual do nosso futebol chama-se Caíto Teixeira. Ele quer, a todo o custo, controlar todas as instituições futebolísticas do país ao seu belo prazer“, afirmou Justino Sá.
No entendimento do dirigente, não existem motivos juridicamente fundamentados para afastar Dembo Sissé da liderança da Liga de Clubes. Segundo ele, Caíto Teixeira terá agido por ciúmes face à dinâmica que a Liga de Clubes tem implementado para o desenvolvimento do futebol.
Justino Sá afirmou que a Assembleia-Geral realizada pela ala oposta, supostamente a mando de Caíto Teixeira, não respeitou os estatutos da Liga de Clubes e acrescentou que a reunião foi realizada à revelia da providência cautelar emitida pelo Tribunal Regional de Bissau, na sequência da queixa apresentada pela direção liderada por Dembo Sissé.
“Não podemos aceitar que, por mera vontade de uma pessoa, se ponha em causa o nosso futebol. Neste momento, o responsável pelo bloqueio do futebol chama-se Caíto Teixeira. Custa-me acreditar que a vontade de uma pessoa esteja a hipotecar a vontade de todos neste processo. Este grupo foi notificado quatro dias antes, mas, ainda assim, decidiu avançar com as eleições à revelia da decisão do tribunal, a mando de Caíto“, explicou.
Justino Sá acusou igualmente a Comissão de Governança, Auditoria e Conformidade de estar a ser instrumentalizada pelo presidente da Federação de Futebol, esclarecendo que este órgão não tem competências para deliberar sobre a situação em causa.
Sá, aproveitou ainda a ocasião para garantir que a decisão desse órgão da Federação de Futebol não tem enquadramento legal, nem nos estatutos da própria Federação, tanto da Liga Guineense dos Clubes de Futebol.
Braima Sadjó



