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ÁRBITROS E FEDERAÇÃO DE FUTEBOL MANTÊM-SE EM ROTA DE COLISÃO

Desde a suspensão das competições devido à falta de pagamento dos árbitros, a entidade reitora do futebol nacional e os juízes mantêm-se de costas viradas

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau continua longe de dar uma resposta concreta para a retoma das competições nacionais, enquanto os árbitros mantêm a decisão firme de não entrarem em campo para dirigir jogos.

Apesar de terem apitado as meias-finais da Taça de Guiné, os juízes mantêm uma postura irreversível. Neste domingo (06-07), a equipa de arbitragem liderada por Aldair Grabé tentou boicotar o jogo entre o Desportivo de Gabú e o FC Pelundo, alegando o não cumprimento do acordo anteriormente estabelecido.

A partida, inicialmente agendada para as 16 horas e 45 minutos, só teve início às 17 e 35, após a intervenção de alguns dirigentes presentes no estádio Lino Correia.

Vale lembrar que o Portal Desportivo FUT 245 havia noticiado anteriormente que os árbitros estão há 14 jornadas sem receber os seus ordenados. Em resposta, decidiram, por unanimidade, não apitar mais nenhum jogo até o pagamento dos seus ordenados.

Perante esta situação, a Liga Guineense dos Clubes de Futebol, entidade responsável pela organização do campeonato da Primeira e Segunda Divisão, foi forçada a cancelar os jogos da vigéssima oitava jornada da Primeira Divisão e vigéssima ronda da Segunda Liga, que estavam agendados.

Diante da passividade demonstrada pela Liga de Clubes e pela própria Federação de Futebol, esperava-se que os árbitros não dirigissem nenhum jogo. No entanto, marcaram a presença no jogo deste sábado (05-07), entre o SB Benfica e o Desportivo de Quelelé.

Segundo apurou a redação do Portal FUT 245, a decisão de apitar essa partida deve-se a um compromisso assumido pela Federação de Futebol, que prometeu resolver a situação antes do fim das meias-finais da Taça. No entanto, até ao referido jogo, nada foi feito.

Com o início da época chuvosa em todo o país e a situação precária dos campos, o resto da temporada corre sérios riscos de ser comprometido, caso o impasse não seja resolvido com a brevidade possível.

Braima Sadjó

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