NINGUÉM LANÇOU JOGADORES LOCAIS MAIS QUE BOA MORTE NA SELEÇÃO NACIONAL

Ex-timoneiro de Djurtus teve uma marca na valorização do futebol local
O técnico luso-santomense Luís Boa Morte, que recentemente deixou o comando da seleção principal da Guiné-Bissau, entra para a história como o treinador que mais utilizou os jogadores que atuam no campeonato local, nos últimos 14 anos, assim apontam os dados do FUT 245.
Pouco menos de um ano à frente dos Djurtus, Boa Morte deu a estreia internacional a quatro atletas que atuavam no futebol guineense, um feito inédito desde 2011, quando o então selecionador Luís Norton de Matos lançou o Malam Pirlo, do Sporting Clube da Guiné-Bissau.
Embora o ex-treinador Baciro Candé tenha frequentemente convocado jogadores locais, no entanto, nenhum deles chegou a jogar oficialmente com a camisola nacional durante o período que esteve no leme da seleção.
Boa Morte quebrou esse padrão ao dar oportunidades concretas aos seguintes jogadores:
Primeiro: Tidjane Badjana (ex-SB Benfica), que atualmente joga no Estrela da Amadora, Portugal): estreou-se num amistoso contra o Togo, em Marrocos, que coincidiu também com a estreia do técnico no comando da seleção.
Segundo: Bacari Sissé, atacante da União Desportiva Internacional de Bissau, fez a sua estreia oficial diante de Moçambique, no Estádio Nacional 24 de Setembro, no jogo que contava para o cumprimento da sexta jornada do Grupo I, da eliminatória para o CAN 2025.
Terceiro: Sene Camará, lateral-direito do Sport Bissau e Benfica, teve a sua histórica estreia, onde foi titular no amistoso contra o Gabão, realizado em Marrocos no dia 9 deste mês.
Entretanto, Ricardino Costa Té, guarda-redes também do SB Benfica, fechou a lista de quatro jogadores, quando entrou na segunda parte do mesmo jogo, substituindo o seu companheiro Manuel Djaló.
Este registo, marca, sem sombra de dúvida, uma passagem positiva de Boa Morte pela seleção, quebrando as barreiras na valorização do futebol doméstico guineense.
Braima Sadjó

